Assembleia Geral da ONU convoca governantes e alerta para crise dos refugiados

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Estados-membros se comprometeram a adotar negociações que levam medidas e adoção do pacto mundial para segurança de imigrantes.

Informação – Por Nayara de Andrade

Discurso de Ban Ki-moon, o secretário-geral das Nações Unidas, na Assembleia-Geral da ONU sobre a crise dos refugiados / Foto - Reprodução
Discurso de Ban Ki-moon, o secretário-geral das Nações Unidas, na Assembleia-Geral da ONU sobre a crise dos refugiados / Foto – Reprodução

A 71ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) realizada em Nova York, nesta terça-feira (20) foi destinada a debates e desafios de uma das maiores crises da atualidade: a crise dos refugiados, sobretudo ao que acontece na Síria. O encontro abriu espaço para falas de governantes de diversos países a respeito do tema.

Como de costume, o Brasil é sempre o primeiro país a abrir os discursos na Assembleia Geral das Nações Unidas. Em sua primeira participação como presidente da República, Michel Temer não deixou de ser motivo de protesto no salão.

Em sinal de oposição ao processo de Impeachment que destituiu Dilma Rousseff no final de agosto, líderes da Costa Rica, Venezuela, Bolívia e Nicarágua abandonaram o local antes do discurso de Temer.

Em paralelo, a Assembleia da ONU destinada a debates e desafios da crise dos refugiados, sobretudo ao que acontece na Síria, abriu espaço para falas de governantes de diversos países a respeito do tema.

Os Estados-membros se comprometeram a adotar negociações que levam medidas à adoção do pacto mundial para migrações seguras, previsto para 2018. O documento pretende estabelecer normas sobre o tratamento de refugiados e assegurar seus direitos humanitários.

Ban Ki-moon, o secretário-geral das Nações Unidas, cumprimentou os Estados-membros e declarou que a cúpula de hoje “representa um marco nos nossos esforços coletivos de atender os desafios da mobilidade humana”. O secretário-geral fez um alerta em seu discurso.

“Tudo que foi alcançado até agora está ameaçado pelas trágicas consequências do extremismo, sobretudo na Síria”, afirmou.

Ki-moon condenou o ataque ao comboio de ajuda humanitária da ONU, na Síria, que deixou 12 mortos, e disse que por enquanto outras ajudas estão suspensas por medida de segurança.

Também cobrou os líderes palestinos e israelenses pela falta de avanços para resolver o conflito do Oriente Médio e por passarem anos perdidos em polarizações.

H.E. Peter Thomson, presidente da Assembleia Geral da ONU, fez discurso focado na questão dos refugiados.

“Levarei adiante o compromisso dos Estados-membros de iniciar um processo de liderança para um pacto global sobre migração, assim como para apoiar um pacto global sobre refugiados”, disse Ho presidente da Assembleia.

“Peço que todos os Estados-membros mantenham um alto nível de ambição ao longo desse processo, e que sempre busquem mais. O destino de milhões de refugiados e migrantes depende de nós”, disse Thomson.

Outro governante que também teve um discurso importante e de despedida foi o presidente Barack Obama que fez seu último discurso na ONU. Entre muitas questões Obama destacou de seu legado pontos como acordo climáticos, combate à Zika, questões diplomáticas com a Rússia e a importância da democracia real.

O presidente americano disse também que muitos países em especial, os mais ricos podem fazer pelos refugiados. Ressaltou que os Estados Unidos foi em grande parte formados pela imigração, “não colocando o outro para baixo”, mas ajudando-o a se levantar, lembrou o presidente estadunidense.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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