Cabe a cada um de nós desconstruir nossas misérias; principalmente Augusto Nunes

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O jornalista Augusto Nunes

Por Geraldo Costa

A corrosão do caráter de Richard Sennett é um livro verídico e bastante atual sobre como temos que correlacionar trabalho e ordenamento social pelo caráter que nos forma todos os dias. Sem nenhuma relação com definições morais, o termo “caráter” deve ser compreendido como as qualidades que ligam os jornalistas uns aos outros e dão a cada um deles um senso de identidade.

O “caráter”do jornalista deve ser analisado através da percepção de “como os trabalhadores se relacionam uns com os outros através de seu trabalho.

Esse episódio conturbado e a briga deixam claro o quanto esse poder pode afetar as pessoas em seu exemplo mais nítido desse processo psíquico: Nunes bate em Glenn, mostrando seu caráter e extremismo político ideológico.

Augusto Nunes mostra uma face doentia e maculada do jornalismo brasileiro. Arrogante, egocêntrico, falso, fugaz e impertinente.

Para encontrar aquilo que é capaz de unir o grupo, suas características comuns, é preciso pensar o“caráter” a partir de dois eixos: ser e fazer.

Isso significa dizer que é preciso olhar para aquilo que os profissionais apresentam como ações práticas, comportamentos comuns reconhecidos pelos indivíduos do mesmo grupo e distintivos com relação a indivíduos que não fazem parte do grupo. E, ao mesmo tempo, perceber a interpretação, os entendimentos, os valores que ajudam os indivíduos a se relacionarem e a darem sentido aos comportamentos que produzem e reproduzem.

Augusto Nunes mostra descaradamente um jeito abjeto de ser jornalista e fazer jornalismo. Do mesmo modo, ele e outros jornalistas só atingiram o sucesso por se lançarem de corpo e alma à campanha de ódio instaurada pela Veja e logo seguida pela grande mídia.

E mesmo pessoas já famosas, como Joyce Hasselmann, Guilherme Fiúza, Arnaldo Jabor, todos se juntaram ao banquete dos preconceitos selvagens, o fanatismo, a intolerância contra a esquerda, o banquete perverso do ódio estimulado, a sociedade fraturada bebendo desse cálice imundo e se transmutando no horror que vemos hoje.

Hoje vimos Augusto mostrar sua relação obscena com o neofascismo bolsonarista ao qual se agarrou fortemente. Nossas misérias pessoais corroem o caráter pouco a pouco.

Augusto Nunes sabe disso, mas nunca ira mudar isso , pois já escolheu o lado marrom do jornalismo há muito tempo . Seu caráter já está definido e demonstrou o que ele é e será.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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