Carta psicografada reabre investigação criminal no Ceará

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A psicografia na visão espírita é a capacidade de escrever cartas ditadas por espíritos; nesse caso do Ceará, o avô e a vítima de assassinato revelaram onde a ossada do jovem estava localizada e os ossos de fato foram encontrados.

Informação – Rafael Bruza * com informações da Tribuna do Ceará

A mãe da vítima, Maria Lopes Farias, e a carta escrita no centro espírita / Foto - Reprodução
A mãe da vítima, Maria Lopes Farias, e a carta escrita no centro espírita / Foto – Reprodução

Uma carta psicografada fez a polícia do Ceará reabrir a investigação sobre a morte de um homem. O filho de Maria Lopes Farias, Galdino Alvez Bezerra, desapareceu em agosto 2011, quando tinha 47 anos. E sua mãe não soube o que aconteceu até receber informações em um centro espírita.

Galdino costumava passar dias longe de casa. A última vez que falou com a mãe, pediu dinheiro para ir a Canindé, uma cidade próxima que costumava visitar. Mas dessa vez, não voltou.

Após passar em hospitais, delegacias e no Instituto Médico Legal (IML), a mãe continuava sem saber o que aconteceu com o filho. Mas tudo mudou quando Maria foi ao centro espírita Lar de Clara, em Caucaia (CE) e recebeu uma carta psicografada do avô paterno do homem em outubro de 2014.

“O avô dele escreveu dizendo que eu deixasse de procurar ele em hospital, em IML e fosse em Canindé, mandasse celebrar uma missa, mas antes eu passasse na Lagoa do Juvenal” conta a idosa em entrevista ao programa Gente na TV, de uma filiada do SBT no Ceará.

“Precisa olhar as ossadas da Lagoa do Juvenal”, diz a carta.

Inspirada, Maria chegou em Maranguape, à 40 km do local do crime, na Lagoa do Juvenal, e lá descobriu que uma ossada havia sido encontrada uns anos atrás.

“Fui direto à delegacia de Maranguape. Cheguei lá e perguntei que queria saber sobre umas ossadas que tinham aparecido. Eles me deram a requisição, eu fui ao IML, fiz o exame e deu positivo”, conta Maria.

A ossada foi encontrada em janeiro de 2013 e levada para a delegacia, mas não havia sinais sobre a identificação do falecido. Após exames de DNA que confirmaram a identidade do homem, a polícia reiniciou as investigações sobre a morte.

O inspetor Wellington Pereira investigava o caso da ossada na delegacia de Maranguape. Ele conta que nunca viu um caso parecido em sua vida. “Com 32 anos de polícia, é a primeira vez que me deparo com essa colaboração justamente de uma carta psicografada para que a gente pudesse chegar à identificação de uma ossada humana”, relata.

O inspetor também indicou que o inquérito que apurava a morte do homem foi reaberto para que fosse averiguado o que ocorreu com a vítima, desaparecida em 2011.]

Desfecho do caso

Traçando uma linha temporal, o desaparecimento e morte de Galdino Alvez Bezerra ocorreu em 2011, a ossada foi descoberta em 2013 e em 2014, o avô paterno do homem escreveu a carta para Maria Lopes Farias, conforme ela indica.

Apesar de a polícia não ter descoberto novidades sobre o caso, uma nova carta psicografada, escrita pelo filho de Maria, indicou que ele teria sido vítima de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. E os criminosos esconderam o corpo.

“A segunda carta já foi ele mesmo. O avô contou só o básico porque ele não estava capaz de escrever. Ele disse que não tinha escrito há mais tempo porque não queria me fazer sofrer”, relata Maria.

https://www.youtube.com/watch?v=6fxm5M6gpwU&feature=youtu.be

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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