Com caos no ES, Sheherazade defende a justiça com as próprias mãos

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No Instagram, jornalista disse que a “violência praticada pelo cidadão comum” seria consequência da omissão estatal e “fruto de um hiato de ação da Justiça”.

Informação – Redação

A jornalista Rachel Sheherazade (dir.) e o post em que defende a justiça com as próprias mãos

Com a paralização de policiais no Espírito Santo neste fim de semana e a onda de violência, furtos e homicídios que atinge o Estado, críticos dos Direitos Humanos  se manifestaram nas redes sociais para defender a ideia de que o cidadão possa se armar e defender por conta própria nas cidades brasileiras. Uma dessas manifestações veio da jornalista do SBT, Rachel Sheherazade, que comentou uma frase de Olavo de Carvalho fortalecendo esta ideia.

A frase do filósofo dizia que “o Estado que não protege o povo, e ainda defende os criminosos sob todos os pretextos possíveis e imagináveis, está ele próprio incitando e impelindo os cidadãos a defeder-se e fazer justiça com as próprias mãos, para depois acusá-los precisamente disso, numa premiditação maliciosa e abjeta”.

A jornalista do STB compartilhou esta frase afirmando que os “justiciamentos” seriam consequência da omissão estatal.

“Tratei sobre esse mesmo tema há 3 anos, tentando alertar os brasileiros de que a violência praticada pelo cidadão comum, sob a forma de justiçamentos, seria fruto de um hiato de ação da Justiça, da omissão do Estado em cumprir, ele próprio, a missão de proteger a sociedade”, afirmou a jornalista.

Sheherazade também afirma que seus comentários geraram “perseguição” e “ódio” de grupos de esquerda.

“O que ganhei com isso? A perseguição e o ódio de grupos de esquerda, que preferem defender o bandido a proteger o cidadão. E, de quebra, um processo do MP, órgão fiscal da lei que deveria investigar e processar o Estado brasileiro por descumprir a Constituição que nos garante o direito à vida e a segurança! Mas o Estado continua omisso e o Parquet (Ministério Público), infelizmente, é cúmplice dessa omissão. Enquanto eles prevaricam, nós, cidadãos de bem, continuamos pagando pelos erros de nossas instituições com a nossa liberdade e, muitas vezes, com a própria vida!”, conclui Sheherazade.

https://www.instagram.com/p/BQMSwzYDIUL/

Menino do poste

Em fevereiro de 2014, um comentário de Sheherazade fez um comentário no jornal SBT Brasil sobre um adolescente de 15 anos que foi amarrado em um poste por um grupo de justiceiros. O menor de idade era suspeito de furto e foi agredido pelo grupo e a jornalista

“O contra-ataque aos bandidos é o que chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite”, afirmou Sheherazade.

Após a polêmica gerada na Internet, Sheherazade explicou seu comentário.

“Não sou a favor da violência, estou do lado do bem, sou uma ferrenha crítica da violência. Defendo as pessoas de bem que foram abandonadas à própria sorte porque não há polícia e segurança pública. Não defendi a atitude do justiceiro, defendi o direito da população de se defender quando o Estado é omisso. Todo cidadão tem o direito de prender um meliante. Não se pode confundir um direito com a bárbarie. Não defendo a violência, defendo a paz e a segurança”, afirmou a jornalista.

Em setembro do mesmo ano, o Ministério Público entrou com uma ação civil pública contra o SBT por causa das declarações da jornalista. A ação pedia uma liminar determinando uma retratação da jornalista sob pena de multa diária de R$ 500 mil.

O MPF destaca ainda a idade da vítima da barbárie e que a Constituição prevê que é dever prioritário do Estado, das famílias e da sociedade assegurar às crianças e adolescentes o direito à vida, dignidade, respeito e liberdade, além de protegê-los de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Na avaliação do órgão, a obrigação de preservar esse direito foi negligenciada nas declarações de Rachel Sheherazade.

 

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