É errado dizer que Nelci Warken é a verdadeira dona do tríplex atribuído a Lula

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A publicitária é dona do tríplex vizinho: a imprensa teve erro de precisão nessa cobertura e o caso ficou confuso, mas é fato que o ex-presidente não foi indiciado pela Polícia Federal na conclusão da 22ª fase da Operação Lava a Jato, batizada de Triplo X.

Análise – Rafael Bruza * Editado às 7h e em 19 de abril de 2017 para sinalizar que o tríplex 164-B está registrado em nome da OAS.

A publicitária Nelci Warken, dona de um tríplex no Condominio Solaris, no Guarujá / Foto – Reprodução
A publicitária Nelci Warken, dona de um tríplex no Condominio Solaris, no Guarujá / Foto – Reprodução

Por conta de um erro de precisão na manchete de meios de comunicação do Grupo Folha, como o portal UOL e o próprio jornal Folha de S. Paulo, os primeiros a divulgar notícias sobre a conclusão da 22ª fase da Operação Lava a Jato, muitas pessoas vêm acreditando que Nelci Warken é a verdadeira dona do tríplex no Guarujá que era atribuído à Lula. Mas trata-se de uma informação incorreta.

A publicitária indiciada pela Polícia Federal na sexta-feira (12), na verdade admitiu que é dona do tríplex 163-A do Condomínio Solaris, no Guarujá, litoral de São Paulo.

Lula é suspeito de ser o verdadeiro dono do tríplex 164-A. São imóveis diferentes, apesar de vizinhos (número 163 e 164 do bloco A do Condomínio litorâneo).

O apartamento 164-A, que a Operação Lava a Jato diz que é do ex-presidente Lula, está registrado em nome da OAS.

O caso é: Nelci disse que é dona do apartamento 163-A e Lula nega veemente ser o dono do 164-A.

Mas, em agosto, os veículos do Grupo Folha não deixaram clara essa distinção entre os apartamentos em suas matérias, o que fez outros meios de comunicação reproduzirem o erro.

Com isso, muita gente têm interpretado o caso equivocadamente, como se o imóvel em que Lula é suspeito já tivesse dono confesso e o caso já estivesse encerrado.

Essas conclusões estão equivocadas.

As investigações sobre o imóvel que supostamente pertence ao ex-presidente não foram concluídas.

Por outro lado, Lula teve uma grande vitória ao não ser indiciado na 22ª fase da Operação Java a Jato, que de fato acabou, sem que os investigadores encontrassem provas suficientes para envolver seu nome no relatório final.

Esse último fato é tão real quanto a informação corrigida nesse artigo.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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