Eduardo Cunha renuncia à Presidência da Câmara

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Cunha renuncia o cargo de presidente para manter mandato de deputado após decisão favorável na Comissão de Constituição e Justiça.

O deputado Eduardo Cunha (PMDB - RJ) anuncia sua renúncia à Presidência da Câmara / Foto - Reprodução
O deputado Eduardo Cunha (PMDB – RJ) anuncia sua renúncia à Presidência da Câmara / Foto – Reprodução

Informação – Redação

O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB – RJ), renunciou à presidência da Casa no início da tarde desta quinta-feira (07). O anúncio foi feito pelo próprio Cunha no Salão Verde da Câmara dos Deputados.

“Somente a minha renuncia poderá por por a essa instabilidade sem prazo. A Câmara não suportará esperar indefinidamente. No período do efetivo exercício do mandato, pude conduzir a Câmara na forma proposta em minha campanha, com protagonismo e independência, votando todas as pautas do Governo, mas trazendo a debate também as pautas da sociedade e a pauta de seus representantes, que são os deputados”, afirmou Cunha durante o anúncio.

Cunha também disse que foi alvo de perseguição após o afastamento da presidente Dilma Rousseff. O deputado entregou sua carta de renúncia na Secretaria Geral da Mesa antes de fazer o pronunciamento.

Líderes de partidos da Câmara dos Deputados se reuniram essa manhã para discutir os próximos procedimentos após a saída do presidente. Debateram a data das próximas eleições para presidente da Casa e os possíveis candidatos.

Matérias jornalísticas informam que Cunha pretendia renunciar à presidência para salvar seu mandato de deputado no Conselho de Ética, caso tivesse resultado favorável na Comissão de Constituição e Justiça, algo que ocorreu parcialmente, pois o relator do processo deu parecer favorável ao deputado.

A estratégia de Cunha foi concretizada após ação do pastor e deputado Rubens Fonseca (Pros-DF), que pretendeu evitar a cassação do deputado no Conselho de Ética.

Fonseca, que é relator do recurso apresentado por Cunha na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, acatou um dos 16 pedidos do deputado e recomendou em parecer que seja feita uma nova votação no Conselho de Ética, extinguindo a aprovação da cassação. Aliados de Cunha informaram ao jornal O Globo esta semana que o presidente da Câmara renunciaria à presidência caso vencesse na CCJ.

A votação na comissão foi adiada. Mas Cunha renunciou.

Atualização: a renúncia de Cunha também favorece a entrara de um presidente da Câmara favorável ao Governo interino, tendo em vista que Waldir Maranhão vem prejudicando as intenções de Temer em algumas de suas decisões.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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