Embaixada do Equador nega acesso a internet a Assange

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O fundador do WikiLeaks divulgou arquivos contrários à campanha de Hilary Clinton e o Governo do Equador desativou “temporariamente” a rede de internet de Assange porque “não interfere em processos eleitorais em andamento, nem apoia qualquer candidato em especial”.

Por Nayara de Andrade

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, exilado na Embaixada do Equador em Lodres desde que divulgou
O fundador do Wikileaks, Julian Assange, que recebeu asilo na Embaixada do Equador em Lodres desde que divulgou documentos sigilosos do governo dos Estados Unidos / Foto – Reprodução

Após o Wikileaks divulgar neste fim de semana alguns documentos sigilosos e comprometedores, sobretudo ligados à candidata democrata Hillary Clinton, a Embaixada do Equador em Londres admitiu ter negado o uso da Internet a Julian Assange.

O WikiLeaks  afirmou que o acesso à comunicação foi negado domingo à noite, logo após a publicação dos discursos da candidata democrata Hillary Clinton para banco de investimentos Goldman Sachs.

Os documentos que paulatinamente vêm sendo divulgados desde o começo do mês mostram evidências e relações entre o Partido Democrata e um dos principais nomes de Wall Street, na reta final das eleições presidenciais entre Hillary Clinton e o republicano Donald Trump.

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Ilustração

Alguns dos e-mails divulgados pelo Wikileaks mostram incoerências e contradições entre os discursos da candidata rumo à presidência e a relação com os bancos e mercado financeiro.

Os e-mails divulgados pertencem a John Podesta, chefe da campanha do partido Democrata, segundo o Wikileaks. A organização também acusou que o secretário do Estado americano, Jonh Kerry, de ter pressionado o governo equatoriano a frear as publicações de Assange, mas o governo americano disse não ter tido nenhuma influência na interrupção das publicações.

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O governo equatoriano disse nesta terça (18), ter tomado uma medida soberana, pois não interfere nos processos políticos de outros países e prioriza a proteção de seu Estado. “O governo do Equador respeita o princípio de não-intervenção em assuntos de outros países, não interfere em processos eleitorais em andamento, nem apoia qualquer candidato em especial”.

Julian Paul Assange, fundador do Wikileaks é jornalista, escritor e ciberativista e está refugiado na embaixada do Equador no Reino Unido desde junho de 2012, onde recebeu asilo político.

Caso  Assange  seja extraditado para os Estados Unidos, pode ser julgado por espionagem e condenado à prisão perpétua por publicar mais de  250 mil documentos diplomáticos estadunidenses.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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