Internautas acham que ‘gays merecem medalha’, sim!

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Apresentador mexicano tentou impulsionar a hashtag #GaysNoMerecenMedalla depois de ver uma bandeira gay nas Olimpíadas do Rio, mas o tiro saiu completamente pela culatra quando mexicanos e brasileiros defenderam os direitos dos homossexuais usando esse mesmo tópico.

Informação – Rafael Bruza

Tuíte do usuário lucas ironizando a hashtag #GaysNoMerecenMedalals
Tuíte do usuário lucas ironizando a hashtag #GaysNoMerecenMedalals

O jornal Espanhol El País publicou matéria recente dizendo que o Rio de Janeiro sedia “a Olimpíada mais gay da história”, com 43 atletas reconhecidamente homossexuais e “vocação para acolher o coletivo LGBT”.

O jornal também destacou o pedido de casamento lésbico das brasileiras Marjorie Enya, voluntária na organização, e Isidora Cerullo, do time brasileiro de rúgbi, e disse que “neste contexto, a visibilidade dos atletas assumidos tem um ganho incomensurável para o coletivo”.

Mas, como bem sabe o jornal espanhol, também existe homofobia no Brasil, vista, por exemplo, nos casos de violência contra gays e nos gritos de “bicha” feitos na arquibancada do jogo de futebol feminino da seleção dos Estados Unidos, que tem atletas lésbicas, entre outros casos.

Essa homofobia apareceu novamente na manhã desta sexta-feira (12) quando a hashtag #GaysNoMerecenMedalla chegou ao Trending Topics e recebeu centenas de críticas de internautas mexicanos e brasileiros.

A hashtag foi criada pelo apresentador mexicano Dani Bisogno.

“Tremenda falta de respeito que levantem uma bandeira gay durante as olimpíadas, façamos TT #GasyNoMerecenMedallas”, afirmou o apresentador em seu Twitter pessoal, em mensagem que foi apagada depois que o perfil “Trendinalia” México começou a denunciar o apresentador como criador do tópico.

Mas, mesmo com o tuíte original apagado, a intenção do apresentador mexicano saiu pela culatra, pois centenas de internautas usaram a mesma hashtag para criticar a homofobia alheia, não para criticar o ativismo gay nas Olimpíadas do Brasil como pretendia Bisogno.

Com a proximidade do idioma, brasileiros começaram a fazer tuítes com a hashtag, mas não há sinal de gente apoiando a intenção original do apresentador mexicano e estas Olimpíadas do Rio de Janeiro continuarão sendo, sem sombra de dúvidas, a mais gay da história.

Viva a igualdade!!!

 

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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