Internautas ironizam a morte de Gabriel Diniz por considerá-lo ‘bolsominion’

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Os autores dos tuítes foram denunciados por outros internautas e apagaram tanto as mensagens, quanto suas contas no Twitter.

Não é a primeira vez que a morte de uma figura pública gera polêmica e divergência entre internautas, por conta da posição política do falecido.

Por Rafael Bruza

O cantor Gabriel Diniz, de 28 anos e conhecido pelo hit “Jenifer”, morreu nesta segunda-feira (27), num acidente de avião na região litorânea do Sergipe. A morte do cantor teve grande repercussão nas redes sociais e se tornou um dos assuntos mais falados do Twitter, onde alguns internautas causaram polêmica ao sugerir que o acidente não deveria gerar tanta comoção por conta da posição política do cantor, favorável ao presidente Jair Bolsonaro (PSL).

“Um bolsominion a menos no mundo. Saímos no lucro, né?” questiona um internauta, que teve o tuíte denunciado por outras pessoas.

O Independente teve acesso a prints de quatro tuítes que circulam como mensagens que “comemoram” a morte do cantor. Todas as mensagens e as contas de todos os autores foram apagados depois de denúncias feitas no próprio Twitter com prints e formalidades.

As identidades dos autores foram escondidas nesta reportagem para evitar maiores prejuízos e perseguições no caso.

Antes de apagar a conta, um dos autores dos tuítes denunciados se pronunciou no Twitter, afirmando que não comemorou a morte de ninguém.

“As pessoas realmente acham que vou sentir muito pela morte de alguém que apoia Bolsonaro exclusivamente porque quer, ainda mais sendo um hétero branco privilegiado”, diz o internauta. “Não tô comemorando a morte de ninguém”.

Jair Bolsonaro, a sua vez, lamentou a morte de Gabriel. “Recebo com grande pesar a notícia do acidente aéreo ocorrido hoje em Sergipe envolvendo o jorm talentoso cantor Gabriel Diniz e outros 2 ocupantes. Meus sinceros sentimentos às famílias das vítimas. Que Deus receba essas vidas de braços abertos e ocnforte os corações de todos”, disse no Twitter.

Polêmicas com a morte de Marisa (2017)

Não é a primeira vez que a morte de uma figura pública gera polêmica e divergência por conta da posição política do falecido.

Quando a esposa do ex-presidente Lula faleceu, em fevereiro de 2017, em razão de complicações causadas por um AVC hemorrágico, internautas minimizaram a morte e fizeram comentários considerados de ódio contra a esposa do ex-presidente.

Alguns dos comentários mais polêmicos, na época, foram feitos na comunidade ‘Dignidade Médica‘ — grupo fechado reservado a médicos no Facebook.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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