Marco Feliciano se revolta com declarações de Mourão e cita Impeachment de vice-presidente

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O deputado federal fez uma série de tuítes contra o vice, entre os quais pediu respeito à hierarquia de governo

Por Rafael Bruza

O pastor e deputado federal, Marco Feliciano, e o vice-presidente da República, Hamilton Mourão

O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) divulgou uma série de tuítes na manhã desta quarta-feira (03) em que critica o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, por “corrigir” o presidente Jair Bolsonaro diversas vezes na imprensa, nas últimas semanas. Entre as mensagens, o deputado – que é pastor evangélico – cita a possibilidade de destituir o vice-presidente do cargo, por crime de responsabilidade.

“Até quando, General Mourão , abusarás da nossa paciência? Depois de culpar injustamente o presidente Jair Bolsonaro pela divulgação de um vídeo, agora corrige o presidente em público com a questão do nazismo, mais uma vez minando a autoridade presidencial. Muita deslealdade!”, afirma o deputado. “Nunca vi vice falar tanto. Desde janeiro, contradiz o tempo todo seu superior. Sua conduta é desleal/indigna/desonrosa e indecorosa! Vice também sofre impeachment: é crime de responsabilidade proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”.

O deputado também compartilhou um artigo da Lei de Impeachment, que determina possibilidade de destituição do vice-presidente por “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decôro do cargo” – veja os tuítes abaixo.

Entenda as polêmicas

No primeiro tuíte, Marco Feliciano se refere ao vídeo que defende o Golpe Militar de 1964, divulgado nas redes sociais no último domingo (31), dia do aniversário de 55 da tomada do poder por parte dos militares da época.

Inicialmente, o vice-presidente, Hamilton Mourão, afirmou que a decisão de divulgar o vídeo foi de Jair Bolsonaro. Logo recuou e declarou que o presidente da República não sabia sobre o material divulgado.

Um empresário de São Paulo afirmou nesta terça-feira (03) que é responsável pela produção do material, que foi divulgado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, em um grupo que compõe com jornalistas da Grande Imprensa.

Nazismo de esquerda ou direita?

A outra polêmica citada por Marco Feliciano é o campo ideológico do nazismo.

Nesta terça-feira (03), Jair Bolsonaro visitou o Museu do Holocausto, em Israel, cujo site classifica o Partido Nazista como um grupo radical de direita.

Bolsonaro, no entanto, saiu da visita dizendo “não ter dúvida” que o nazismo foi uma ideologia de esquerda.

A situação gerou polêmica nas redes sociais e os termos “Museu do Holocausto” chegaram aos mais falados do Twitter.

Contrariando o presidente, o general Hamilton Mourão encaixou apenas o comunismo como uma corrente de esquerda, apesar de tratar ambas – nazismo e comunismo – como correntes “totalitárias”.

“De esquerda, é o comunismo, não resta a mínima dúvida. Se a gente for olhar, sabe que sou um crítico contumaz desta questão de direita e esquerda. Eu acho que são ambas visões totalitárias, de controle total da população, de desrespeito aos direitos humanos e que não se coadunam com o espírito que a gente busca para a humanidade”, declarou Mourão nesta terça. “Eu critico direita e esquerda. […] Nazismo e comunismo são duas faces de uma moeda só, o totalitarismo”, acrescentou o vice-presidente.

Mais críticas

Entre os tuítes feitos nesta quarta-feira (03), Marco Feliciano também afirma que Mourão deve respeitar a hierarquia de Governo.

“Caro General Mourão A Administração Pública, como as forças armadas, se baseiam no princípio da hierarquia. V.Exma. mais do que todos, por ser general, deveria saber respeitar a hierarquia por conseguinte a autoridade presidencial de JJair Bolsonaro”.

A declaração sobre a hierarquia gerou piadas nas redes sociais, tendo em vista que Mourão é general da reserva do Exército, enquanto Bolsonaro é capitão reformado – cargo inferior a general na hierarquia militar.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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