MBL mantém aliança com ruralistas e evangélicos para fazer lobby no Congresso

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O movimento continuará trabalhando por medidas liberais e conservadoras ao lado de ruralistas e evangélicos depois do Impeachment.

Um dos líderes do MBL, Kim Kataguiri (dir.) e José Mário Schreiner (esq. com adesivo na camisa), vice-diretor da CNA, em almoço da bancada ruralista / Foto - Reprodução
Um dos líderes do MBL, Kim Kataguiri (dir.) e José Mário Schreiner (esq. com adesivo na camisa), vice-diretor da CNA, em almoço da bancada ruralista / Foto – Reprodução

Informação – Rafael Bruza * com informações da Folha de S. Paulo

Notícia da Folha de S. Paulo indica que o Movimento Brasil Livre (MBL), um dos principais grupos favoráveis ao Impeachment de Dilma Rousseff, manteve a aliança com grupos ruralistas e evangélicos depois do Impeachment de Dilma. Os grupos farão lobby (pressão sobre políticos ou poderes públicos sem pretensão de controle formal de governo) no Congresso Nacional para promover pautas conservadoras, de estado mínimo e outras como a reforma trabalhista e o ajuste fiscal. O jornal cita diretamente a proximidade com “alguns deputados evangélicos” e com a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA).

A aliança começou na disputa de votos do Impeachment e será mantida para exercer influência sobre votações que envolvem interesses em comum desses grupos.

“Existe uma agenda que tem que ser adotada para o Brasil sair da crise e a gente vai ter que ser muito rígido”, afirmou a Folha Renan Santos, um dos líderes do movimento.

O CNA apoia o Impeachment de Dilma Rousseff desde abril, quando criou o “comitê de crise”, liderado pelo vice-diretor da confederação de Goiás, José Mário Schreiner. O comitê incentivou e realizou ligações a gabinetes de deputados e bases eleitorais dos parlamentares para fazer pressão a favor do impedimento. “Nós engrossamos outros movimentos que já vinham trabalhando claramente em prol do Impeachment”, afirmou Scheiner a Folha.

Uma das medidas que receberá pressão favorável desses grupos é a PEC 171/2003, que propõe a redução da maioridade penal.

Lobby

Como lobby é uma atividade de pressão sobre políticos ou instituições democráticas que pretende exercer influência sem buscar o poder formalmente, qualquer grupo que realiza pressão por interesse próprio ou alheio pode ser considerado lobista. Nesse sentido, os grupos pró-Impeachment fazem lobby, assim como sindicatos, ONGs e outras organizações de natureza política.

Em diversos países, a prática de lobby é vista como um intermédio entre legalidade e corrupção.

Nos EUA, essa prática é legal e registrada. Diversos grupos de tamanhos diferentes competem entre si em defesa de seus interesses ou do que acreditam. No Brasil, a prática de lobismo muitas vezes está associada a uma ilegalidade, mas, no fundo, não passa de simples exercício de pressão política organizada, que logo pode ser protagonista de ilegalidades, mas não em todos os casos.

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