Michel Temer muda a estratégia e desiste de demitir ministros tucanos, informa Kennedy Alencar

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O presidente Michel Temer cogitava ceder a partidos de centro o espaço que tiraria do PSDB, mas como dizia Tancredo Neves, “política é uma nuvem, um dia está aqui, outro dia ali”. A estratégia do presidente mudou. O jornalista Kennedy Alencar elencou em seu blog as razões, resumo:

1) O relatório que negou o pedido de autorização para que o Supremo examinasse a denúncia de Janot foi elaborado pelo deputado tucano, Paulo Abi-Ackel, aliado de Aécio Neves. Temer não quer dinamitar essa ponte com o mineiro.

2) Demitir ministros do PSDB é dar à ala tucana que deseja sair do governo a justificativa para o rompimento.

3) Não é segredo pra ninguém que Rodrigo Maia está de olho na cadeira presidencial, tanto que atuou para jogar para 02 de agosto a votação em plenário que decidirá se o STF examinará ou não a denúncia contra Temer, para não correr riscos, o peemedebista quer assegurar uma parte dos votos do PSDB e não perder o partido completamente.

4) Manter ministros tucanos é uma forma de manter apoio empresarial, Tasso Jereissati, empresário, em caso de rompimento do PSDB, poderia convencer o empresariado a embarcar no “projeto” Maia.

Kennedy não cita, mas a influência da Rede Globo junto ao mercado financeiro poderia amarrar as pontas do cajado que cortaria a cabeça de Michel Temer. Cauteloso, o peemedebista usa sua experiência como congressista para não perder o seu grande trunfo que é o apoio do Congresso.

O jornalista informa ainda que Michel Temer pretende acomodar os partidos de centro em cargos de segundo escalão e no Ministério da Cultura.

Jornalista e formado em ciência política pela UNESP, André Henrique já atuou como docente, assessor parlamentar e consultor político, mas é no jornalismo que o sociólogo se realiza profissionalmente, especialmente na editoria de política.

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