MSTS é suspeito de participar do tráfico de drogas no centro de SP

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O movimento Sem Teto de São Paulo (MSTS) foi apontado como fachada que oculta contribuição com o tráfico de drogas na região da Luz, centro da capital paulista.

Informação – Rafael Bruza * com informações de O Estado de S. Paulo

Um edifício ocupado pelo MSTS em São Paulo / Foto - Reprodução
Um edifício ocupado pelo MSTS em São Paulo / Foto – Reprodução

A Polícia Militar do Estado de São Paulo realizou grande operação na sexta-feira (05) contra o tráfico de drogas na Cracolândia e no Cine Marrocos, região central da capital. Os alvos dos agentes eram líderes do Movimento Sem Teto de São Paulo (MSTS), que são suspeitos de fazer parte do tráfico de drogas na região da Luz junto com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

“O MSTS foi criado para disfarçar a atuação de uma organização criminosa”, afirma o delegado Ruy Ferraz Fontes.

As investigações baseadas em mais de 10 mil horas de escuta telefônica indicam que líderes do MSTS presos na Operação Marrocos tinham uma vida de luxo graças ao dinheiro do tráfico de drogas na região central da cidade. O movimento foi criado em 2012 por dissidentes de outros grupos de moradia da cidade e é diferente do Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST), ligado a partidos políticos como o PT.

A Polícia Civil acredita que os integrantes da diretoria do MSTS são ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e tinham interesse em compor o tráfico de drogas da região.

“O único interesse era o tráfico de drogas e estruturar o PCC dentro dos movimentos de moradia”, afirmou o delegado Ruy Ferraz Fontes.

O secretário-geral do MSTS, Wladmir Ribeiro Brito, foi preso na sexta (05), em Maceió, no Alagoas, onde passava férias com a namorada. As investigações apontam que ele desviou cerca de R$ 70 mil do PCC para comprar uma casa para a parceira e recebeu cobranças da facção. A Polícia Civil apreendeu veículos do secretário.

Outro detido é Robinson Nascimento dos Santos, que foi apontado pelo Estadão como “cabo eleitoral” do candidato a vereador Manolo Wesley, do PC do B, mas a informação não foi confirmada pelo diretório estadual do partido.

A vice-presidente do movimento, Lindalva Silva, também foi presa pela Polícia. As investigações entendem que ela participava da contabilidade do tráfico da região e da distribuição de crack. “A vice-presidente mora em uma casa de alto padrão”, afirma Fontes.

O delegado também alega que nenhum dos líderes morava em ocupações do MSTS, indicando que todos têm imóveis e bens.

A Polícia suspeita que o Cine Marrocos, alvo da operação da sexta-feira (05), era usado como centro de reunião dos suspeitos, onde contabilizavam o dinheiro e faziam outras funções inerentes ao tráfico de drogas. A Folha noticiou recentemente que o movimento cobrava 200 reais por mês dos moradores do edifício.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, a moradora do Cine Marrocos, Magdalena Pedro Goói, de 80 anos, disse que se houve tráfico de drogas no prédio foi “muito escondido”. Durante a ação policial da sexta-feira (05), a PM quebrou o elevador do edifício e a aposentada teve que descer quatro andares de escada.

Ela defendeu os líderes do MSTS e disse que o secretário-geral do MSTS, Wladmir Ribeiro Brito, chegava a retirar dinheiro “do próprio bolso” para pagar comidas aos moradores.

 

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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