Nota de repúdio a Jair Bolsonaro, da página “agora que são elas”

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É com profunda indignação e total espanto que nós do agoraquesão elas recebemos a notícia de que o Presidente da República Jair Bolsonaro insultou nesta terça-feira (18), com insinuação sexual, a jornalista Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S. Paulo, em entrevista diante de um grupo de simpatizantes em frente ao Palácio da Alvorada.

O Presidente se aproveitou de um depoimento com informações falsas e insultos à jornalista, dado por Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário de uma agência de disparos de mensagens em massa por WhatsApp, na semana passada à CPMI das Fake News, para, mais uma vez destilar seu machismo, misoginia, falta de ética, decoro, responsabilidade e respeito às mulheres e também à imprensa.

Hoje, a autoridade máxima de nossa República que deveria agir de forma respeitosa e responsável, mais uma vez demonstra sua completa inaptidão, incapacidade e falta de dignidade para ocupar tal cargo.

As declarações do Presidente não ofendem apenas às mulheres jornalistas, ofendem a todas as brasileiras e a todos os brasileiros que esperam do Chefe da Nação a postura de alguém que deveria zelar pelo bem estar de seu povo.

No país com a maior taxa de feminiícios do mundo, e onde uma mulher é estuprada a cada 11 minutos, Jair Bolsonaro com sua fala repugnante age como um marginal que se recusa a compreender a dimensão e a gravidade de suas declarações.

Bolsonaro tem um longo histórico de ataques machistas e misóginos contra mulheres. Contudo, esperava-se que o ex-Capitão do Exército, do alto dos seus 64 anos, ocupando o cargo de Chefe de Estado tivesse uma postura diferente.

Curiosamente, o Presidente aponta os “valores da família e cristãos” como base do seu Governo. Onde estão tais valores, Sr. Presidente? Caso ache que o título de Presidente da República não seja o bastante, pedimos que se lembre dos outros que autoreivindica: como “pai de menina”, “marido” e “cristão”, respeite as mulheres.

Por fim, a Lei do Impeachment [1079/50] declara crime de responsabilidade “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”. Por isto, deixamos aqui o questionamento: até quando o intolerável será tolerado? 

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