O absurdo encontro de Alexandre Frota e Marcello Reis com o ministro da Educação

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Mendonça Filho recebeu os líderes do Impeachment para ouvir propostas.

Alexandre Frota, o ministro da Educação Mendonça Filho e o líder do Revoltados Online, Marcello Reis / Foto – Reprodução
Alexandre Frota, o ministro da Educação Mendonça Filho e o líder do Revoltados Online, Marcello Reis / Foto – Reprodução

Opinião/Rafael Bruza

A educação deve ser prioridade do Brasil. Sempre. O desenvolvimento intelectual de nossa nação está diretamente ligado ao progresso do país, pois o menosprezo histórico aos setores mais humildes da sociedade hoje nos obriga a melhorar e incentivar o estudo incessantemente.

O lado bom de tudo isso é que temos excelentes acadêmicos que difundem conhecimentos com enorme talento.

Mas nem Alexandre Frota e nem Marcello Reis são profissionais desse tipo.

“A voz das ruas apoiam esses ministérios para que a gente não tenha uma escola partidária, com o comunismo implantado nas salas de aulas”

Quem passou a vida trabalhando com educação se sentiu ultrajado ao ver a dupla conversando com o ministro da Educação do Democratas, Mendonça Filho, para sugerir o fim da “ideologia de gênero” nas escolas e manifestar apoio ao grupo Escola Sem Partido, que luta contra a “doutrinação de esquerda” nas escolas.

Frota disse ao HuffPost Brasil que pretendia mostrar como “a voz das ruas apoiam esses ministérios para que a gente não tenha uma escola partidária, com o comunismo implantado nas salas de aulas”.

Esse era o objetivo da visita.

Os grandes acadêmicos do país poderiam explicar a Frota e a Reis que não existe tal “doutrinação”, mas sim, no máximo, difusão de conhecimento.

Convém a todos saber sobre Marx, Mises, Adam Smith, Engels e todos os teóricos, independentemente de ideologia ou politica, de forma que cada indivíduo escolha o melhor para si livre e esclarecidamente.

Lutar contra uma espécie de conhecimento à direita ou esquerda não é educação. Não é frutífero. Nem deveria ser pauta de um ministro da Educação que é estritamente contra as cotas para qualquer tipo de cidadão brasileiro.

Mas, ao invés de receber um de nossos excelentes professores e profissionais da área pedagógica, Mendonça Filho recebeu dois líderes do Impeachment que ainda colocaram fotos nas redes sociais com orgulho de ter destituído o governo e terminado no gabinete do ministro da Educação (logo no da Cultura, que não virou secretário).

É assim que o Governo interino pretende obter legitimidade junto à opinião pública?

Parece que estão rindo na cara da população!

O ministro, que já não é técnico em sua pasta, pois estudou Administração de Empresas e Gestão Pública, poderia receber qualquer um dos professores que dedicam a vida à educação, a difusão de conhecimento, na tarefa de compreender a situação da Educação em nosso país.

Mas preferiu usar seu tempo para ouvir propostas de Alexandre Frota e Marcello Reis que lutam politicamente contra a existência de uma espécie de conhecimento e ainda disse “não ver problema” na visita.

É absurdo. Repugnante. E muito triste.

Que os professores manifestem seu descontentamento e o ministro tenha pelo menos mais vergonha na cara na hora de escolher suas propostas.

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