ONG homenageia PM’s assassinados no RJ: ‘direitos humanos não tem lado’

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“Rio de Janeiro. 2018. 94 Policiais Militares assassinados. Até quando?”, diz a faixa que a entidade estendeu na cidade.

Por Rafael Bruza


Rio de Paz coloca faixa de 10 metros na Lagoa com o número de PMs mortos no estado em 2018 / Foto – Divulgação

Em homenagem ao Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos (10) e aos Policiais Militares mortos em 2018 no Rio de Janeiro, a ONG’s Rio de Paz fez um ato público na Lagoa (Curva do Calombo, RJ), nesta segunda-feira,retirando as placas com os nomes dos PMs que morreram o Rio este ano ecolocando, no lugar, uma faixa de 10 metros de comprimento escrito “Rio de Janeiro. 2018. 94 Policiais Militares assassinados. Até quando?”. 

“Acabamos de retirar, na Lagoa Rodrigo de Freitas, todas as fotos de policiais militares assassinados em 2018. No lugar, fixamos essa faixa, que ali ficará até à primeira morte de policial militar em 2019, o que esperamos que não aconteça”, diz a entidade em seu perfil de Facebook.

“Direitos Humanos não tem lado”, conclui a entidade.

Acabamos de retirar, na Lagoa Rodrigo de Freitas, todas as fotos de policiais militares assassinados em 2018. No lugar, fixamos essa faixa, que ali ficará até à primeira morte de policial militar em 2019, o que esperamos que não aconteça.Rio de PazDireitos humanos não têm lado.

Posted by Rio de Paz on Monday, December 10, 2018

A ideia é que a faixa permaneça na Lagoa até que ocorra um possível falecimento de Policial Militar no ano de 2019. Caso isso aconteça, o Rio de Paz começará a colocar na Lagoa as placas com os nomes de PM’s mortos no Rio em 2019. 

“Esperamos que esta faixa fique estendida bastante tempo e que nem tão cedo um Policial Militar morra no Estado”, declara Antônio Carlos Costa, Presidente e Fundador da ONG Rio de Paz.

Dados

Um policial é morto a cada 3 horas no Estado do Rio de Janeiro.

Na maioria dos casos registrados, os PMs estavam fora do horário de serviço, são 32 PMs mortos em dias de folga. Em muitos casos, os policiais são vítimas de assaltantes, no entanto, o comando da corporação também sabe que alguns tinham ligação com grupos criminosos.

Em 2017, 134 policiais militares morreram no Rio: 42% foram vítimas de latrocínio, que são os roubos seguido de morte; e 33% executados. Do total, cerca de 25% dos crimes não foram esclarecidos. Dos 50 PMs MORTOS apenas em 2018, 13 estavam em serviço.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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