Outros dois ministros do STF foram investigados pelo MPF

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Existe um racha dentro do Ministério Público Federal que foi ampliado com o vazamento da informação sobre o ministro Dias Toffoli, segundo coluna de Mônica Bergamo, e

Informação – Rafael Bruza * com informações da Folha de S. Paulo

Os ministros do STF, Roberto Barroso, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello / Foto – Reprodução (Antonio Cruz/ Agência Brasil)
Os ministros do STF, Roberto Barroso, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello / Foto – Reprodução (Antônio Cruz/ Agência Brasil)

O Governo interino de Michel Temer tem informações de que procuradores tentaram investigar assessores e familiares de outros dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além do ministro Dias Toffoli, segundo coluna da jornalista Mônica Bergamo publicada no jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (25). A publicação não cita o nome dos ministros que supostamente foram investigados.

O Governo interino acompanha de perto a situação de crise entre o Ministério Público Federal (MPF) e o STF criada após reportagem da revista Veja sobre uma suposta citação do ministro do STF, Dias Toffoli, nas tratativas de delação premiada de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS e condenado a 16 anos e 4 meses de prisão no âmbito da Operação Lava a Jato.

O ministro do STF, Gilmar Mendes, fez duras críticas a procuradores da República na segunda-feira (22) e os acusou de serem responsáveis pelo vazamento da informação sobre Dias Toffoli à revista Veja.

O Governo interino também está consciente da existência de um “racha” dentro do Ministério Público Federal que divide os procuradores da República entre um grupo próximo do procurador-geral, Rodrigo Janot, de outro responsável pela Operação Lava a Jato em Curitiba.

A coluna da Folha de S. Paulo indica que as divisões entre esses dois grupos são antigas e “já tiveram momentos até mais críticos”. Mas também ressalta que a divergência entre os procuradores próximos a Rodrigo Janot e os responsáveis pela Operação Lava a Jato cresceram após vazamento da informação de que o ministro do STF, Dias Toffoli, aparecia nas tratativas de delação premiada da empreiteira OAS.

O grupo de procuradores próximo a Rodrigo Janot era contra a inclusão do nome do ministro Dias Toffoli no acordo de delação premiada, pois as informações preliminares oferecidas pela empreiteira OAS não indicavam existência de crime. Segundo a revista, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, enviou uma equipe de técnicos para analisar uma infiltração em sua casa, em Brasília, e também indicou uma empresa especializada para consertar o problema. A reforma foi paga pelo próprio ministro.

Nos bastidores, há suspeitas de que o grupo de procuradores da República responsável pela Operação Lava a Jato fez o vazamento após a exclusão do nome de Toffoli da delação premiada. Nessa hipótese, o vazamento supostamente foi feito porque os procuradores não podiam investigar o ministro, que tem foro privilegiado, e a divulgação da informação de que Léo Pinheiro iria citar Dias Toffoli poderia favorecer a delação.

Ou seja, o grupo de procuradores próximo a Janot não queria a inclusão de Toffoli na delação premiada, mas os responsáveis pela Operação Lava a Jato querem investigar o ministro.

Janot também trabalha com a possibilidade de que a própria empreiteira tenha divulgado dados para incentivar a delação premiada e reduzir a pena de investigados.

A coluna conclui dizendo que o ministro Gilmar Mendes citou o fato de que procuradores do Paraná ligados à Operação Lava a Jato chegaram a escrever um artigo atacando Toffoli. Isso é visto pelo ministro como outro sinal de que os procuradores fizeram o vazamento contra o Toffoli.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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