Pablo Vilhaça: a morte de Marielle deve unir a esquerda

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“A morte de Marielle, planejada para ser uma execução escancarada a fim de amedrontar quem está ao seu lado, tem que ter efeito oposto: o de UNIR a esquerda”, disse o crítico de cinema

Opinião – do Facebook de Pablo Vilhaça

A vereadora assassinada, marielle Franco, e o crítico de cinema, Pablo Vilhaça / Fotos – Reprodução

A partir de hoje – e até a situação mudar no país -, cessarei minhas críticas aos companheiros de esquerda, por mais diferenças que tenhamos. Sou PSOL, sou PT, sou PCdoB, sou PSTU, sou PCB, sou PCO; sou Lula, Manuela, Boulos, Ciro. Sou até mesmo Diário do Centro do Mundo, Luciana Genro e Pablo Capilé.

A morte de Marielle, planejada para ser uma execução escancarada a fim de amedrontar quem está ao seu lado, tem que ter efeito oposto: o de UNIR a esquerda. Se já não era claro que o lado de lá não tem escrúpulos nem limites, isto ficou ainda mais patente não só com o assassinato da vereadora, mas com a celebração por parte dos sociopatas nas redes sociais (e imaginem esses caras armados como querem Bolsonaro, MBL e a bancada da bala).

Se essa união foi possível em Portugal, por que não seria possível aqui? Especialmente depois do que aconteceu ontem à noite?

Compreendam: estamos todos sob ameaça. Todos. Como apontaram no Twitter, se eles mataram uma mulher eleita com 46 mil votos, não hesitarão em eliminar ninguém mais.

E como a violência não é solução – e não se iludam, por mais revoltados que estejam: NÃO É -, a única alternativa possível é a união. Somos muitos e, juntos, uma parede de chumbo; separados, pulverizados, somos caspa no ombro da direita.

Caspa você afasta com um aceno; já a parede de chumbo é bem difícil derrubar. O caminho correto a seguir é óbvio.

A partir de hoje – e até a situação mudar no país -, cessarei minhas críticas aos companheiros de esquerda, por mais…

Posted by Pablo Villaça on Thursday, March 15, 2018

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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