Procurador da Lava a Jato diz que operação foi usada para derrubar Dilma

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O procurador não identificado respondeu declarações de Gilmar Mendes em entrevista à jornalista da coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo.

Informação – Rafael Bruza * com informação da Folha de S. Paulo

Agentes da Polícia Federal / Foto – Reproduação
Agentes da Polícia Federal / Foto – Reproduação

Depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criticou os  investigadores da Operação Lava a Jato e sugeriu que eles são os responsáveis por vazamentos de informação oferecidos à revista Veja, um procurador da operação não identificado deu entrevista para a jornalista Natuza Nery, da coluna Painel, da Folha de S. Paulo nesta quarta-feira (24) e afirmou que os investigadores da operação foram utilizados para derrubar Dilma Rousseff no processo de Impeachment.

“Éramos lindos até o Impeachment ser irreversível. Agora que já nos usaram, dizem chega”, afirmou o procurador, segundo a coluna.

A afirmação é uma resposta às declarações do ministro do STF, Gilmar Mendes, feitas na segunda-feira (22). Além de acusar os investigadores da Operação Lava a Jato de terem feito o vazamento para a revista Veja sobre a suposta citação do também ministro do STF, Dias Toffoli, na delação premiada de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS e condenado à 16 anos e 4 meses de prisão na operação, Gilmar Mendes afirmou que “é preciso colocar freios” nos investigadores.

A matéria da revista Veja publicada na sexta-feira (19), afirma que o ministro do STF, Dias Toffoli, procurou o presidente da OAS, Léo Pinheiro, para averiguar uma infiltração em sua casa em Brasília. Segundo a reportagem, o empreiteiro enviou uma equipe técnica para analisar o problema e sugeriu uma empresa especializada para a reforma, que foi paga pelo ministro do STF.

As negociações do acordo de delação premiada com Léo Pinheiro foram canceladas na segunda-feira (22), após divulgação da reportagem da revista, conforme anunciou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

No mesmo dia, o ministro Gilmar Mendes deu as entrevistas à imprensa em que acusa os investigadores.

“Não quero fazer imputação, mas os dados indicam que a investigação (do vazamento) deve começar pelos próprios investigadores. Estão com mais liberdade do que o normal”, afirmou Gilmar Mendes.

Gilmar Mendes também disse que ações com abuso de poder e disse que “é preciso colocar freios” à situação atual.

“Como eles (procuradores) estão com o sentimento de onipotentes decidiram fazer um acerto de contas. Decidiram vazar a delação (de Léo Pinheiro da OAS), mas tem que se colocar um limite nisso”.

“Decidiram vazar a delação (de Léo Pinheiro, da OAS), mas tem que se colocar um limite nisso”, afirmou o ministro do STF ao Estadão.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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