Quatro homens responderão por homicídios da tragédia de Suzano

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A Polícia aponta que os homens forneceram a arma do ataque a Escola Raul Brasil. O juiz do caso aceitou as acusações e decidiu que os réus sejam julgados em júri popular.

Por Bruna Pannunzio – edição de Rafael Bruza – Atualização às 20h40

Os réus Cristiano Cardias de Souza e Adeilton Pereira dos Santos / Foto – Divulgação (Polícia Civil de SP)

Quatros homens apontados pela Polícia Civil de São Paulo como fornecedores da arma e munições usadas na chacina da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, foram indiciados por oito homicídios e onze tentativas de homicídio, além de comércio irregular de armas de fogo e munições.

O Ministério Público e a Polícia Civil encaminharam a denúncia ao Juiz Fernando Augusto Andrade Conceição, da 2a Vara Criminal de Suzano, que aceitou as acusações e decidiu que o julgamento dos réus, Geraldo dos Santos, Cristiano Cárdias de Souza, Márcio Masson e Adeilton Pereira dos Santos, seja feito em júri popular.

Todos estão presos preventivamente desde a última sexta-feira (31). Adeilton Pereira dos Santos é suspeito de ter vendido munições aos atiradores. Geraldo dos Santos supostamente entregou as balas e Cristiano Cárdias foi acusado de participar da venda da arma.

Uma arma e celulares apreendidos pela Polícia Civil

Segundo o delegado Alexandre Henrique Dias, que está à frente do caso, as prisões temporárias dos suspeitos detidos vencem no início de junho e eles permanecem presos até o julgamento final. O delgado também informou que o inquérito do ataque na escola foi concluído na última semana.

No final de março, também foi apreendido um menor de idade, que era amigo do atirador mais jovem. O Independente entrevistou o jovem depois do ataque.

O caso

Em março, um menor de idade e um homem de 25 anos invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), armados e mascarados, na hora do intervalo.

Eles eram ex-alunos do colégio. Mataram duas funcionárias e cinco alunos. Outros 11 estudantes ficaram feridos e precisaram ser hospitalizados. Com a chegada da polícia na escola, o menor de idade matou o mais velho e se suicidou na sequência.

Antes disso, o mais jovem, de 16 anos, já tinha matado o tio, no comércio dele, perto da escola.

Bruna Pannunzio

Formada em jornalismo pela PUC-SP, Bruna Pannunzio, faz entrevistas especiais para o site e também cuida da parte de Sociedade. É muito apaixonada pelos temas sociais, tais como drogas, refugiados, entre outros.

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