Queiroz diz que Adelio está ‘hiper protegido’ e acredita que a facada em Bolsonaro foi contratada

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(Assista a reportagem) Segundo o jornal O Globo, Queiroz se refere à Adélio Bispo quando aponta, em um áudio, que uma pessoa está hiper protegida, em comparação a sua situação.

Por Rafael Bruza

Em uma conversa feita por áudio de Whatsapp, em junho deste ano e publicada pelo jornal O Globo, neste domingo (27), o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, afirma que o autor da facada em Jair Bolsonaro, Adelio Bispo, está “hiper protegido” e diz acreditar que ele foi contratado para atacar o então candidato e atual presidente da República, na cidade de Juiz de Fora (MG), em setembro de 2018.

Antes de enviar o áudio, segundo o jornal O Globo, Queiroz diz a seu interlocutor não identificado que acredita que alguém contratou Adelio para cometer o crime, apesar de a investigação da Polícia Federal ter concluído que ele agiu sozinho.

Depois disto, Queiroz afirma que investigaria Adelio por conta própria se não tivesse com “problemas”.

“Se eu não estou com esses problemas aí, a gente de bobeira, não ia ter que fazer muita coisa, com eles lá em Brasília, podia estar aí igual a você aí, andando e ia dar para investigar, infiltrar, botar um ‘calunga’ no meio deles, entendeu? Para levantar tudo. A gente mesmo levantava essa parada aí (quem contratou Adélio), diz o ex-assessor.

Na sequência, Queiroz compara sua situação com a de Adelio Bispo e reclama da falta de apoio político.

“O cara lá (Adélio) tá hiper protegido. Eu não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar aí. Vê, tal. É só porrada cara, o MP está com uma pica do tamanho de um cometa para enterrar na gente e não vem ninguém agindo”, completa Queiroz.

A Folha de São Paulo publicou um trecho do áudio no domingo (27), sem tger informações que identifiquem Adelio como a pessoa “hiper protegida” a que Queiroz se refere.

No mesmo dia, o jornal O Globo publicou outro trecho do áudio, também obtido por uma fonte anônima que não quis se identificar, apontando Adelio Bispo como o indívudo em questão.

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz

Facada nas eleições

A facada em Jair Bolsonaro ocorreu cerca de um mês antes das eleições presidenciais e teve influência na vitória do atual presidente da República.

O ex-coordenador de campanha de Jair Bolsonaro e o empresário Paulo Marinho, contou em entrevista à GloboNews em julho que jair Bolsonaro via a eleição como “ganha” após receber a facada em Juiz de Fora (MG).

“Sem dúvida nenhuma aquilo (a facada) mudou completamente o resultado da eleição. Aliás, essa consciência foi do próprio capitão Bolsonaro, na ocasião. A primeira visita que eu fiz a ele no Hospítal Einsten, eu me recordo que ele disse: ‘olha, agora a gente não precisa fazer mais nada; só esperar, porque a eleição tá ganha’”, relata Paulo Marinho.

Adélio está internado por tempo indeterminado desde junho, quando o juiz Bruno Savino, da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora (MG), o considerou “inimputável” – ou seja, não pode ser punido por doença mental – e converteu a prisão preventiva em internação indeterminada.

O magistrado determinou que ele permaneça no presídio de Campo Grande (MS), onde se encontra até hoje.

Rachadinha

O ex-assessor de Flavio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, é suspeito de fazer rachadinha —  prática em que servidores de gabinetes devolvem parte dos salários para parlamentares – no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) entre 2007 e 2017, quando um relatório do Coaf identificou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão em suas contas.

A investigação contra Queiroz acabou suspensa por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Roffolli, que determinou suspensão de todas apurações feitas com base em relatórios do Coaf sem autorizçaão judicial.

Defesa

Comentando o áudio de Queiroz, o advogado de Flávio Bolsonaro, Frederick Wassef, afirmou por nota que “sem ter acesso aos supostos áudios, a defesa do senador Flávio Bolsonaro não pode confirmar a autenticidade  desse material.  Só será possível se manifestar após ter acesso, na íntegra, a todo o conteúdo das mensagens,  saber qual a origem, quem é o interlocutor e em que contexto e período essas afirmações foram feitas”. 

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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