Reitoria da UFF repudia agressão do ‘PM do MBL’ a estudante

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O youtuber Gabriel Monteiro tornou-se conhecido nacionalmente por gravar uma entrevista próxima do enterro da menina Aghata em que acabou agredindo o entrevistado.

Por Rafael Bruza

O youtuber e Policial Militar, Gabriel Monteiro

Em nota publicada nesta quinta-feira (24), a Universidade Federal Fluminense (UFF) repudiou “os constantes ataques” realizados pelo youtuber Gabriel Monteiro, conhecido como o Policial Militar do Movimento Brasil Livre (MBL), aos membros de sua comunidade interna. 

“Na noite de ontem, a aluna do curso de Arquitetura e Urbanismo, Juliana Alves, foi agredida fisicamente pelo indivíduo em frente ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) após proibir a divulgação de sua imagem”, diz a nota da entidade. “O Gabinete do Reitor foi acionado e prestou assistência imediata à estudante, acompanhando-a a 76ª Delegacia de Polícia para prestar depoimento contra a agressão e a captura não consentida da imagem”.

Segundo a UFF, “não é a primeira vez que o youtuber explora de forma agressiva e distorcida a imagem da UFF e de sua comunidade interna”.

“Suas práticas de perseguição, assédio, coação e difamação revelam o caráter autoritário de campanhas de desinformação para finalidades escusas de promoção pessoal pelo ataque à educação superior pública”, diz a nota.

A UFF recomenda que todos os seus professores, técnicos-administrativos e estudantes que se sentirem assediados moral ou fisicamente procurem a Ouvidoria.

“É triste e revoltante que, em meio ao maior evento de produção científica e tecnológica do ano na UFF, que acontece simultaneamente em diversas localidades com centenas de apresentações acadêmicas, atores busquem ridicularizar e intimidar nossa comunidade interna”, diz a nota. “Iremos acionar a Procuradoria Federal Junto à UFF para avaliar possíveis ações jurídicas contra essa prática de perseguição e assédio de nossos estudantes e da instituição”.

Em suas redes sociais, Gabriel Monteiro negou ter agredido a estudante e a acusou de “quebrar o aparelho celular de uma das pessoas que estavam com ele”.

“Eu parei pra tirar foto com uma família e uma menina me reconheceu da UFF, (ela) começou a me xingar, quebrou o celular de um membro da minha equipe que não estava filmando. Os estudantes da UFF estão alegando que eu a espanquei, que eu fiz tortura, (mas) a menina está superbem”, afirmou o youtuber.

Monteiro disse que deu voz de prisão contra a garota por crime de dano e desacato e os dois seguiram para a 76ª Delegacia de Polícia, localizada no Centro de Niterói, para registrar o ocorrido. 

“PM do MBL”

Gabriel Monteiro tem ganhado certa visibilidade na política do Rio de Janeiro por causar polêmicas ao produzir vídeos no mesmo estilo do youtuber e deputado estadual Athur do Val (DEM-RJ), do Mamãefalei.

Estudante de direito, ele quase foi expulso da Polícia Militar por faltar o serviço para atuar em manifestações do MBL.

Em setembro, ele ficou conhecido nacionalmente por agredir um jovem durante o enterro da menina Agatha Félix, de 8 anos.

No caso, Gabriel Monteiro afirmou que foi agredido e que não estava gravando a entrevista no enterro.

Veja a cena:

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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