Secundaristas decidem unir forças com universitários e professores contra cortes na educação

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Movimentos estudantis se uniram para fortalecer exigências dirigidas à gestão do Governador Geraldo Alckmin.

Estudantes secundaristas fazem protesto na Avenida Paulista em 2016 / Foto – Reprodução
Estudantes secundaristas fazem protesto na Avenida Paulista em 2016 / Foto – Reprodução

Informação/Análise – Rafael Bruza

Estudantes secundaristas responsáveis pelas ocupações e manifestações estudantis que exigem investigação da chamada máfia da merenda, melhores condições da escola pública, entre outras causas, decidiram em assembleia realizada na sexta-feira (20 de maio) que vão unificar suas causas com as manifestações de professores e estudantes universitários do Estado de São Paulo.

A intenção é ampliar alcance e força do movimento e denunciar a violência policial que atingiram os estudantes em manifestações como a de quarta-feira (18), quando a Polícia Militar do Estado, comandada pela gestão do governador Geraldo Alckmin, dispersou violentamente um ato estudantil, segundo os manifestantes (veja o vídeo).

Professores e estudantes universitários já contribuíam com os secundaristas durante algumas manifestações, mas não a união de forças não havia sido formalizada ou oficializada.

Os estudantes secundaristas sofreram revés da gestão de Geraldo Alckmin e não conseguiram manter a maioria das ocupações feitas em escolas públicas e técnicas da rede estadual após parecer da Procuradoria-Geral do Estado feito na sexta-feira (13) que permitia a reintegração de posse em prédios públicos sem necessidade de autorização judicial.

Com o parecer baseado no direito de autotutela, a Polícia Militar retirou os manifestantes das dezenas de ocupações que existiam no Estado e os estudantes voltaram a fazer protestos nas ruas, onde também encontraram resistência policial.

Causa dos professores

Exigindo reajuste salarial, os professores da rede estadual entraram “em estado de greve” na primeira metade de abril, segundo o Sindicato de Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp).  Mas em assembleia realizada em 29 de abril, decidiram adiar o anúncio de greve até dia 24 de maio para esperar os resultados de reunião que será feita com o secretário da Educação, José Renato Nalini um dia antes.

Em 2015, os professores fizeram 90 dias de paralização, formando a maior greve da categoria, mas não conseguiram o reajuste desejado. Em declarações feitas a imprensa, no entanto, Nalini indicou que o Governo do Estado não tem condições de realizar o ajuste desejado.

Causa dos universitários

Há protestos na USP de São Paulo e na de Campinas.

Na USP, estudantes ocuparam o prédio das faculdades de História e Geografia e da Escola de Comunicações e Artes (ECA) entre quarta-feira (18) e quinta-feira (19). Os estudantes reivindicam cotas sociais, fim dos cortes na educação, medidas que incentivem a permanência estudantil e a contratação de profissionais.

Em assembleia estudantil, as ocupações dos prédios de História e Geografia sinalizaram apoio aos estudantes secundaristas e aos manifestantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que também fazem protestos contra a precarização da educação e contra os cortes na área da educação.

Alunos de outros cursos, como o de biblioteconomia da ECA, avaliam a possibilidade de também entrar em greve nos próximos dias.

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