‘Seria muito injusto não reconhecer o papel de Lula e Dilma na Olimpíada’, afirma o prefeito do Rio

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Em entrevista ao jornal El País Brasil, Eduardo Paes também disse que o presidente interino, Michel Temer, também foi “super colaborativo” e “entendeu a importância do evento”.

Informação – Rafael Bruza * com informações do jornal El País

A presidente Dilma Rousseff segura a tocha olímpica ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes, que afirmou ser uma injustiça não reconhecer o papel de Lula e Dilma na Olimpíada / Foto – Reprodução (Agência PT)
A presidente Dilma Rousseff segura a tocha olímpica ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes, que afirmou ser uma injustiça não reconhecer o papel de Lula e Dilma na Olimpíada / Foto – Reprodução (Agência PT)

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB) afirmou em entrevista ao jornal El País Brasil publicada nesta terça-feira (23) que “seria injusto não reconhecer o papel do presidente Lula, da presidente Dilma” e de outros políticos como Cabral e Pezão, envolvidos com as Olimpíadas de 2016.

Questionado pelo jornal se o governo interino “aproveitou o evento para se beneficiar politicamente” das Olimpíadas, Eduardo Paes citou os políticos que se envolveram com os jogos e teceu elogios.

“A olimpíada foi fruto de um trabalho de muitas mãos. Seria injusto não reconhecer o papel do presidente Lula, da presidente Dilma, do Cabral (ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, do PMDB), do Pezão (ex-prefeito da cidade, também do PMDB)… O Michel Temer foi super colaborativo, entendeu a importância do evento. Quanto mais gente quer aparecer, mas feliz vou ficar. O presidente Temer ajudou muito. Esse recurso de 3 bilhões (de reais) que deu para o governo do Estado foi mais dinheiro do que já tinha sido colocado até então”.

Eduardo Paes era aliado de Dilma antes e depois do afastamento da presidente realizado no Senado Federal em maio, dentro do processo de Impeachment. Em junho, o prefeito do Rio chegou a declarar que “todos os brasileiros estão frustrados” e ele, talvez, “um pouco mais” com o cenário político e econômico da gestão de Michel Temer.

Mas o prefeito nunca fez declaração formal contra o Impeachment ou contra o presidente interino, inclusive porque o prefeito do Rio de Janeiro é do PMDB, partido de Temer.

Entre as declarações registradas na entrevista concedida ao jornal El País, o prefeito do rio também falou sobre o Boulevard Olímpíco da zona portuária, considerado “um sucesso”, nas palavras do El País, mas que também desperta dúvidas em relação à segurança.

“Aquilo é uma orla que a cidade ganhou. Mais uma, como Copacabana ou Ipanema. O que dá segurança é a ocupação do povo. E já havia um monte de gente frequentando a zona portuária antes da Olimpíada. Isso não é um processo que começou ontem. A gente vai fazer o que já vinha fazendo. Vai ter artista de rua, food truck, restaurante funcionando”, disse o prefeito.

Na conclusão da entrevista, Paes falou sobre o legado das Olimpíadas citando o plano Rio 500.

“A gente fez um plano estratégico, o Rio 500, que foi preparado ao longo do ano passado inteiro. Ele foi lançado em março desse ano, dis de aniversário de 451 anos do Rio. E ali a gente olha esse papel que já era previsto anteriormente: o papel de cidade global, com uma indústria de entretenimento, de turismo, de pesquisa e desenvolvimento, de telecomunicação… As votações naturais da cidade”, concluiu o prefeito.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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