Sob comando de ex-assessor de Aécio, EBC voltará a comprar conteúdo da Globo

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Os Governos de Lula e Dilma haviam abandonado a compra de conteúdo de empresas privadas, mas sob o comando de Michel Temer e Laerte Rimoli, a empresa pública anunciou que retomará a prática.

Informação – Por Rafael Bruza

A sede da EBC e o presidente da empresa pública, Laerte Rimoli / Foto - Reprodução
A sede da EBC e o presidente da empresa pública, Laerte Rimoli / Foto – Reprodução (Agência Brasil)

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que controla a Agência Brasil, a TV Brasil, entre outros, informou nesta sexta-feira (04) que irá voltar a comprar conteúdo da TV Globo, maior conglomerado da América do Sul. Os governos de Lula e Dilma (PT) haviam abandonado a prática, que agora volta no Governo de Michel Temer.

Em nota, a empresa pública de comunicação disse que a decisão é motivada pelo preço e qualidade do conteúdo da Globo.

“A EBC decidiu comprar conteúdo da TV Globo, retomando uma política abandonada na gestão petista. Justificativa é que a programação é mais barata e de qualidade. O presidente da EBC, Laerte Rimoli, esteve no Rio para encontro na emissora”, afirma a nota.

O jornalista Larte Rimoli foi coordenador de comunicação da campanha de Aécio Neves à Presidência da República em 2014 e comandou o setor de comunicações da Câmara dos Deputados a pedido de Eduardo Cunha, que atualmente está preso.

Em 2016, Rimoli foi nomeado presidente da EBC por Michel Temer, dois dias depois que Dilma Rousseff foi afastada do cargo em maio pelo Senado Federal.

A nomeação gerou ação do ex-presidente da empresa, Ricardo Melo, no Supremo Tribunal Federal (STF). Melo havia assumido o cargo pouco antes de sua demissão.

O ministro do STF, Dias Toffoli, chegou deferir liminar a que impediu a mudança no comando da Empresa Brasil de Comunicação. Mas no início de setembro, quando o Governo de Michel Temer já controlava a Presidência da República definitivamente, o ministro cassou a liminar, autorizando a posse de Rimoli, que já recebia salários do cargo, mesmo sem desempenhá-lo.

Na época, o Governo Federal também extinguiu o Conselho Curador da Empresa e alterou o Conselho Administrativo. A medida favoreceu a nomeação de Rimoli para a presidência da empresa.

Contextos

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Tuíte do atual presidente da EBC publicado no início de 2016

Em abril de 2016, Laerte Romili fez publicação no Twitter afirmando que “sem a TV Globo, o país já teria se tornado uma Venezuela”. O atual presidente da EBC logo mandou um “viva” ao Jornal Nacional e à “novela diária da corrupção petista chefiada por Lula”.

Meses depois, quando Rimoli assumiu a empresa, o Jornal O Globo publicou editorial em que defendeu a demissão de Ricardo Melo da EBC e disse que a EBC havia sido “convertida em instrumento de propaganda lulopetista”.

“Entre as heranças malditas deixadas pelo lulopetismo para o governo do presidente interino Michel Temer, uma das mais intrincadas é o aparelhamento da máquina pública, executada com método pelo PT e aliados no decorrer de 13 anos. (…) o aparelhamento é impossível ser eliminado de uma hora para outra. Mas era preciso começar, e uma primeira medida correta foi a exoneração, pelo ministro da Secretaria de Governo, Eliseu Padilha, do diretor-presidente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Ricardo Melo”, afirma o editorial.

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