Veja deputados que traíram ou apoiaram Eduardo Cunha na sessão de cassação

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A maioria do PMDB votou contra o mandato do ex-deputado no plenário da Câmara e apenas 10 aliados se mantiveram fiéis a Eduardo Cunha.

Por Rafael Bruza

O ex-presidente da Câmara e ex-deputado, Eduardo Cunha (PMDB) / Foto - Reprodução (Agência Brasil)
O ex-presidente da Câmara e ex-deputado, Eduardo Cunha (PMDB) / Foto – Reprodução (Agência Brasil)

Os fatos

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2015, com 267 votos a seu favor. Uma semana antes de sua cassação, estimativas de jornais apontavam que cerca de 200 deputados ainda pretendiam apoiar o peemedebista na votação que decidiria o futuro de seu mandato. Mas chegado o dia da decisão, na segunda-feira (13), a situação se voltou contra Cunha.

O ex-deputado recebeu apenas 10 votos a favor de sua manutenção na Câmara, contra 450 que apoiaram o fim de seu mandato. Nove deputados se abstiveram.

Considerando a força política que o peemedebista tinha antes de todos os escândalos de corrupção e todos os problemas de impopularidade na sociedade e na imprensa, podemos dizer que o ex-deputado foi traído por parlamentares que o apoiavam meses ou semanas atrás.

Muitos antigos aliados de Cunha, como Manoel Junior (PMDB-PB), Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), Laudívio Carvalho (SD-MG), João Arruda (PMDB-PR), Darcísio Perondi (PMDB-RS), Marx Beltrão (PMDB-AL) e Waldir Maranhão (PP-MA) votaram a favor da cassação de Eduardo Cunha na segunda-feira (12).

Dentro do PMDB, apenas Carlos Marun (PMDB-MS) votou a favor do ex-deputado.

Outros três peemedebistas se abstiveram e os demais 52 deputados do partido presentes na sessão votaram contra o peemedebista, contrariando votos de fevereiro de 2015 que ajudaram a eleger Eduardo Cunha como presidente da Câmara.

Eduardo Cunha perdeu seu mandato, mas todos estes parlamentares que o apoiavam ficam na Câmara dos Deputados junto com os 10 que votaram contra a cassação.

São eles: Júlia Marinho (PSC – PA), Pastor Marco Feliciano (PSC – SP), Dâmina Pereira (PSL – MG), Jozi Araújo (PTN-AP), Carlos Andrade (PHS-RR), Carlos Marun (PMDB – MS), Arthur Lira (PP – AL), João Carlos Bacelar (PR-BA), Wellington Roberto (PR-PB) e Paulo Pereira da Silva (Paulinho Força) (Solidariedade – SP).

A opinião

É difícil classificar se os traidores de Cunha tem mais ou menos moral que seus aliados fiéis.

Mas cabe ressaltar que a maioria dos traidores vota conforme a maré, sem nenhuma gota de ideologia ou coerência em suas escolhas, enquanto os aliados não têm a menor noção de moralidade, apesar de ironicamente se autodeclararem “combatentes da corrupção”.

A verdade é que os deputados tem a moral tão, mas tão baixa, que não há autoridade nem para cassar Eduardo Cunha.

Por isso o peemdebista ironizou seus ex-colegas de plenário durante seu discurso, dizendo que a maioria nem leu o processo, mas vota a favor da cassação para ir embora da votação e chegar em seus estados dizendo que “votou contra Eduardo Cunha”.

Cunha sabe com quem anda e fez esse comentário preciso.

Agora se retira da Câmara dos Deputados, mas ficam os cerca de 200 parlamentares que ajudaram a eleger Eduardo Cunha como presidente da casa e que ontem foram embora relativamente cabisbaixos por saber que a luta contra a corrupção, no fundo, se voltou contra eles mesmos.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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