Votação final do Impeachment deve ocorrer na quarta, diz Lewandowski

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Presidente do STF afirma que é preciso concluir debates e discursos de senadores, que podem se estender pela madrugada.

Informação – Redação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que preside o julgamento final do Impeachment e previu votação definitiva para quarta-feira (31) / Foto – Reprodução (Agência Brasil)
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que preside o julgamento final do Impeachment e previu votação definitiva para quarta-feira (31) / Foto – Reprodução (Agência Brasil)

A votação final do processo de Impeachment no Senado Federal que pode destituir a presidente Dilma Rousseff definitivamente deve ocorrer na quarta-feira (31), segundo o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que preside o julgamento. O ministro prevê que a sessão desta terça-feira (30) será usada para oradores: debates entre acusação e defesa, além de falas de senadores.

Lewandowski também afirmou que está disposto a estender a sessão pela madrugada para concluir a fase de debates.

“Hoje eu pretendo impreterivelmente terminar essa fase dos oradores. Se for possível, mas creio que o tempo não permitirá, eu pretendo fazer o julgamento hoje. Mas eu creio que o julgamento terá que ficar para amanhã”, afirmou o ministro.

O Governo controlado por Michel Temer (PMDB) pretendia que a votação final do Impeachment ocorresse antes da quarta-feira, pois neste dia o presidente interino tem uma viagem marcada para a China, onde participará da cúpula do G-20.

Membros do Governo desejavam que a viagem ocorresse após a posse definitiva do presidente para que os demais países da cúpula não tratassem Michel Temer na condição de interino. Temer precisa decolar de Brasília no máximo até às 16h da quarta-feira (31). Esta semana, o presidente declarou que só viajaria caso estivesse empossado no cargo.

Após o discurso e o interrogatório da presidente Dilma Rousseff na segunda-feira (29), que durou cerca de 14 horas, o julgamento foi retomado nesta terça-feira (30) com a fase de debates entre acusação e defesa.

Cada parte tem uma hora e meia para apresentar argumentos. Depois há possibilidade de réplica e tréplica de uma hora cada. A advogada Janaína Paschoal indicou quenão pretende fazer réplica, o que anula a possibilidade de tréplica.

Logo há fase de discursos de senadores. Cada um tem 10 minutos para falar, no máximo. Caso os 81 senadores decidam usar o tempo máximo, a previsão de duração dessa fase é de 13 hroas. Isso faria a sessão se estender pela madrugada.

O Governo interino de Michel Temer necessita 54 votos (dois terços) dos senadores para aprovar o Impeachment definitivo de Dilma Rousseff. Estimativas de jornais e do Mapa do Impeachment e da Democracia indicam nesta terça-feira (30) que o presidente interino possui apoio de cerca de 52 senadores.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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